(Provérbios 31-10)
É fato q a beleza física atinge em cheio o nosso julgamento estético. É um desejo humano.
Enche os olhos com suas cores e formas, atrai, desperta desejos.
Quem não a quer?
Mas a beleza também traz com ela o fardo pesado da inveja, da vaidade, da cobiça e do orgulho.
E assim mesmo, todos a queremos (!?!), não é curioso?
Faz parte da natureza humana querer se destacar por algo que alguém não tem, querer se sobressair de alguma forma. É por isso q queremos tanto a beleza física nos amores, filhos, roupas, objetos, carros, casa, jardim.
Queremos beleza em tudo, a toda hora.
E rejeitamos automaticamente o que consideramos feio.
Mas, o que é a beleza física?
Um corpo perfeito, um rosto admirável, cabelos brilhantes?
Tudo isso é tão passageiro...
O corpo envelhece e um dia morrerá.
Cuidar do corpo é importantíssimo, manter limpo, bem cuidado, é dever de todos nós.
Mas precisamos transformar o corpo no centro absoluto de nossa atenção? E isso é tão comum de se ver por aí, não é? Tanta gente q passa horas sem fim em academias, gastando muito dinheiro em cirúrgias plásticas, botox, lipoaspirações, remédios para
emagrecer, cremes anti-rugas, noiados de anorexia.
Uma vaidade saudável não é mal, não é condenável.
Querer estar bem, não assustar alguém com uma aparência maltratada é o ideal. Mas há limites para os exageros. E esse limite muitas vezes é ignorado.
O problema será p/ aquele que tem a atenção total voltada para o corpo. O que será dele no fim da vida?
É por isso que vemos tanta gente que envelhece perturbada, atormentada, sem aceitar a própria idade, sem conseguir ser feliz. Sofrendo por causa da musculatura flácida, das rugas e da perda do brilho da pele, inevitáveis cabelos brancos.
Mas sofrer por isso não parece desnecessário?
Sim! Com toda certeza! Não devemos cultivar o sofrimento em qualquer circunstância, especialmente por causa de um corpo que está destinado a desaparecer, voltar ao pó.
E aí, a beleza da alma, que permanecerá para todo o sempre, são raros os que se lembram de cultivar.
É a beleza brilhante, que se manifesta em gestos de amor, em palavras gentis, serenidade, em paciência e doçura.
Acredite: as atitudes de carinho são as cirurgias plásticas que restauram a beleza moral e cremes que retiram a mediocridade espiritual.
Elas são o nosso principal investimento para o futuro.
Mas não pense que as coisas são simples assim...
Para exercitar a beleza da alma é necessário mais do que uma simples vontade.
É preciso disciplina.
E muito importante é ter os olhos voltados para algo além dessa vida que ganhamos aqui na Terra.
Se você observar cuidadosamente, vai ver q a maioria das pessoas se prende demais aos valores materiais.
A sensação que se tem é que a vida curta na Terra é o centro de toda atenção da maioria da humanidade.
São poucos e raros os que têm seu pensamento em Deus e buscam agir de acordo com as leis criadas por Ele, pois esses encaram a vida na Terra como passageira.
Por isso eles trabalham, agem, se relacionam com as pessoas, mas têm profunda consciência de que tudo é passageiro, inconstante e incerto.
Viver assim tem suas dificuldades...primeiro, porque as seduções por aí é muito grande.
Os prazeres, condições e sensações materiais têm apelos muito fortes.
Eles nos atraem, seduzem e nos mantém presos aos círculos de paixões e alegrias momentâneas
Por isso, os que desejam cultivar a beleza da alma devem ter disciplina pois precisam estar focados nos valores imortais da vida para perceber a prisão que é a vida terrena e pra não se deixar aprisionar pela ilusão da carne, do corpo.
E esses, com os olhos voltados sempre às estrelas, sabem q a vida é muito mais q a carne do corpo, que fazemos parte do imenso plano de Deus, onde a única beleza q importa é a do Espírito que vive para o bem.
Uma pessoa é bonita segundo os tesouros do seu coração. Tente ser uma pessoa de sucesso, mas primeiro tente ser uma pessoa de valor.
Pense nisso!






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